O último apaga a luz |
Domingo, Julho 15, 2007
Bem vindos! O texto a seguir é parte do Projeto Blogstorm. (Se você não sabe o que é o Projeto Blogstorm, clique aqui). Tema do mês: Meus 5 vídeos favoritos do youtube 1. Free Hugs Campaign. (music by Sick Puppies.net album out) Esse talvez tenha sido o primeiro vídeo que eu vi já nessa "ótica" e fase youtube da internet. Por que, se no começo o site era uma "distribuidora de vídeos", hoje ele é muito mais que isso. Tenho certeza que grande parte dos vídeos disponíveis hoje foram inclusive pensados para tal, já que o site virou o fenômeno que definitivamente mais revolucionou a internet nos últimos anos, e os vídeos "comuns" só chamam a atenção quando são relíquias ou coisas muito antigas, que até pouco tempo atrás eram impossíveis de ser encontradas. Falando deste vídeo, acho que a idéia é tão simples como genial, e o resultado não podia ser melhor. Ver esse homem simplesmente oferecendo carinho a todas as pessoas e conquistando o apoio e solidariedade de todos é comovente, a música se encaixa muito bem (méritos para o produtor do vídeo, aliás, que desde o início promove a banda já no título) e a mensagem que fica é a melhor possível. Um dos meus favoritos, muito bom. 2. Stop Motion Drums and Piano Esse eu definitivamente não poderia deixar de fora. Desde o início, sempre achei a idéia do cara sensacional, e a execução ainda melhor. Ele faz um stop-motion, tipo de animação bastante comum onde montamos uma sequência de fotos que acaba gerando um vídeo. Porém, neste caso, ele não junta fotografias, mas sim pequenos vídeos. Só daí, já seria interessante. Mas, além disso, os vídeos são dele mesmo "tocando" bateria, ou pelo menos tentando, já que ele não sabe tocar nada. Na hora da edição, ela junta as imagens e o som formando uma música de verdade, como se ele tocasse prá valer, e ainda faz o mesmo com um piano no final. Além de o resultado ser muito bom, ele ainda é criativo e põe uma série de brincadeiras ao longo do vídeo. Genial, e vale a pena procurar o outro vídeo da "série", onde ele faz o mesmo com "beat box". Comments: Sexta-feira, Julho 06, 2007
Olá!
Por problemas tecnicos, os posts de Janeiro, Fevereiro, Março e Abril deste ano tiveram que ser deletados, e todos foram republicados no mês de julho. Infelizmente perdemos todos os comentários, mas pelo menos todo o material fica ok para futuros acessos. A partir deste dia 15, o "Projeto Blogstorm" retoma suas atividades normais, depois de 2 (corridos) meses de interrupção. Beijos, abraços, e o ultimo apaga a luz.. Comments: Bem vindos! O texto a seguir é parte do Projeto Blogstorm. (Se você não sabe o que é o Projeto Blogstorm, clique aqui). Desafio do mês Para explicação do tema deste mês, segue texto retirado da Toca do Fantasma: "O conceito é muito mais complicado do que parece. Não bastavam ser boas canções, que fossem coincidentemente a primeira ou a última canção de um disco. Existem claramente tipos de canções, que funcionam muito bem nessas posições. É como num show, quando a primeira canção tem de trazer a energia toda pra abrir, ou a última tem de lavar a alma, e te mandar pra casa com um sorriso no rosto. Num disco, a primeira canção deve, além de abrir o disco com chave de ouro, servir de apresentação, de prólogo pro resto do disco, introduzindo o conceito do que se ouvirá pela próxima hora. E a última, tem de servir de conclusão, fechar a história, e em certos casos, resumir, explicar, ou até validar o que foi dito. As 5 melhores primeiras músicas 1. John Mayer - No such Thing - Room For Squares
Basicamente, essa música entra por ser o cartão de visitas do cantor, e cumprir muito bem este papel. Quando a primeira música, do primeiro CD de um de seus artistas favoritos é a melhor de todas que ele já fez, não tem como ela não ser uma das primeiras melhores músicas que você já ouviu. Certo? "They love to tell you Stay inside the lines But something's better On the other side" 2. Stars - Your Ex-Lover is Dead - Set Yourself on Fire
Acho essa música sensacional. Ela provocou uma sensação em mim e em todas as pessoas que eu a mostrei bastante parecidas; basicamente, um misto de "nossa, o que que é isso?" e "peraí, deixa eu ouvir isso daí". Impossível não se impressionar pelo jeito que ela é conduzida, pelos vocais alternados e pelo ótimo final. A exemplo de No Such Thing, a melhor do disco vem logo de cara. E não podia vir em melhor hora. "There's one thing I want to say, so I'll be brave You were what I wanted I gave what I gave I'm not sorry I met you I'm not sorry it's over I'm not sorry there's nothing to say" 3. Los Hermanos - Samba a Dois - Ventura
Difícl fugir das músicas de suas bandas favoritas nesse tipo de lista. Curioso que essa nunca foi uma das minhas músicas favoritas da carreira deles, mas foi uma das minhas grandes certezas na hora de escolher. Basicamente, entra por ser um hino, um grito de liberdade da banda como quem diz "tocamos para nós e para os que gostam da gente, e ponto". Sensacional. "Quem se atreve a me dizer do que é feito o samba? Quem se atreve a me dizer? Não, eu não sambo mais em vão O meu samba tem cordão O meu bloco tem sem ter e ainda assim Sambo bem a dois por mim Bambo e só, mas sambo sim Sambo por gostar de alguém" 4. Gomez - Notice - How we operate
Em primeiro lugar, qualquer música que se torne sua favorita de um disco que tem See the World e não é See the world merece respeito. A primeira vez que ouvi Notice fiquei maluco no carro, e nos dias que se seguiram eu a ouvi freneticamente sem parar. Continuo gostando muito, e não fosse por ela talvez não conhecesse outras grandes músicas desse discaço, como Chasing Ghosts with Alcohol e Charley Patton Songs. Além disso, acho que ela tem a estrutura perfeita para uma primeira música (começa tranquila, cresce aos poucos) e o refrão é sensacional, melhor letra do CD. "But I'm not the only guy I know that I'm not the only guy I know that You never notice" 5. Radiohead - Everything is in it's right place - Kid A
Gosto e conheço muito menos do Radiohead do que os dois que escrevem comigo, mas acho que essa música deveria entrar na lista de qualquer pessoa do mundo, mesmo as que nunca tenham ouvido o Kid A inteiro. É impossível não ouvir aquele teclado do início e os primeiros segundos da música, mesmo que sejam só 5 ou 3, e pensar "Nooooooossa..". E eu tive a sorte de comprovar isso há poucos dias, quando a música entrou no meu shuffle do iPod e todos que estavam no carro tiveram a mesma reação. E uma música que causa isso logo de cara num disco não poderia ficar de fora nunca, principalmente pelas outras faixas que vem logo atrás dela. "What was that you tried to say? Everything in its right place" As que quase entraram: Jorge Drexler - 12 Segundos de Oscuridad não entra por ainda ser muito recente, Chico Buarque - A banda não entra pois, apesar da importância, não é das minhas favoritas, Gram - Você pode ir na janela precede um disco que não mantém este nivel por todas as músicas, Coldpaly - Don't Panic precede um disco que tem músicas muito melhores que esta e Norah Jones - Don't know why não entrou simplesmente por não ser melhor do que nenhuma das 5 que entraram. As 5 melhores últimas músicas 1. Stars - Calendar Girl - Set Yourself On Fire
Se a primeira música desse disco me deixa morrendo de vontade de ouvir o resto, essa linda canção sempre me deixa com vontade de ouvir tudo de novo. Me emociona pela delicadeza que flui, como todo o disco, e pela belíssima letra, um misto de insegurança e coragem em relação à vida. "If I am lost for a day; try and find me But if I don't come back, then I won't look behind me All of the things that I thought were so easy just got harder and harder each day ... January,February,March,April,May I'm alive June,July,August,September,October I'm alive November,December,yah all through the winter, I'm alive I'm alive" 2.Djavan - Correnteza - Malásia
Toda vez que falamos de música por aqui (tudo bem, só tinha acontecido uma vez, mas enfim), fico com a impressão de que o Djavan não recebe o crédito que ele merece. Isso acontece, talvez, por ele ser um grande cantor, compositor, músico e etc, mas não o maior em nada disso. E por isso fiquei tão feliz quando decidi que dessa vez ele apareceria na minha lista. Não bastasse a linda música do Jobim, o arranjo é sensacional, e não posso pensar em nenhuma música melhor prá fechar esse disco, principalmente pela bela metáfora das águas do rio como a própria vida. "A correnteza do rio Vai levando aquela flor E eu adormeci sorrindo sonhando com nosso amor" 3. Feist - Now at last - Let it die
Com certeza merece destaque, mesmo em um discaço desses, por dois motivos: primeiro, por que não existe nada melhor que uma última música com cara de última música, que fale do que passou, recapitule o que já foi e conclua o pensamento. E segundo, simplesmente, por que às vezes você fecha o olho e fica na dúvida se continua ouvindo Feist, ou se já mudou prá Sinatra. Linda. "Now at last I know What a fool I've been For I've lost the last love I shall ever win" 4. Los Hermanos - Adeus Você - Bloco do eu sozinho
Não consegui fugir da banda nas primeiras, e tinha certeza que não fugiria deles nas últimas. Principalmente, pois fiquei em dúvida entre 3 deles prá esse posto ("De onde vem a calma" e "É de lágrima" não ficam muito atrás de "Adeus Você"). Optei por essa simplesmente por ser uma das minhas 3 favoritas da banda, e fechar um disco com essas palavras e um arranjo sensacional desses não é prá qualquer um. "É bom... Às vezes se perder Sem ter porque Sem ter razão É um dom... Saber envaidecer Por si Saber mudar de tom Quero não saber de cor, também Pra que minha vida siga adiante" 5. Domenico +2 - Despedida - Domenico +2
Só pelo nome, já pedia prá entrar na lista. O arranjo, tão sutil e delicado, contribui em muito para a escolha. Mas, não posso mentir, terminar um disco dizendo "Despedida sem beijo, já não há mais amor para nós" é a coisa mais sensacional que eu já vi. "E até posso ouvir sua voz.." Comments: Bem vindos! O texto a seguir é parte do Projeto Blogstorm. (Se você não sabe o que é o Projeto Blogstorm, clique aqui). Para a atualização de hoje, outros três sites foram convidados a participar da discussão. São eles: Abbey Road http://abbeyroad.blog.com/ Pensão Hinata http://sitedofonseca.zip.net// RAL Filmes http://ubbibr.fotolog.com/ralfilmes/ Sintam-se a vontade para entrar e comentar nestes três blog além, é claro, dos três já tradicionais por aqui. Desafio do mês: Imagine morar numa ilha deserta. Prá sempre. Não, você não está louco, e eu não esqueci de atualizar o blog. É que as listas do mês passado renderam tantos comentários que nós decidimos fazê-las novamente, dessa vez dirigidas ao cinema. E se na música era permitido levar consigo discografias completas, nada mais justo do que escolher filmografias, e não simplesmente filmes. Mais um vez, não foi nada fácil. 1. Walter Salles Jr.
Na minha opinião ele é o melhor profissional brasileiro no ramo do cinema. Muito respeitado também fora do país, tem uma filmografia até certo ponto curta (são 11 anos desde o primeiro longa) mas de altíssima qualidade. Todos que vi gostei, desde o belíssimo Terra Estrangeira, o unânime Central do Brasil, o emocionante Abril Despedaçado e o melhor filme que eu já vi em toda a minha vida, Diários de Motocicleta. Além disso, ele tem ótimos documentários sobre artistas e fotógrafos brasileiros e está no trabalho de pré-produção de On the Road, que teve seus direitos comprados por Francis Ford Coppola há mais de 30 anos e passou todo esse tempo esperando até que a equipe perfeita aparecesse para fazê-lo (equipe essa que Fracis descobriu ao assistir Diários). Algo me diz que esse filme vai ser sensacional e, quem sabe, pinte até o tão sonhado primeiro oscar brasileiro. Enfim, o Waltinho, como a gente costuma dizer, não ficaria fora da minha ilha por nada nesse mundo. Comentário - Jairo: Eu não sei ao certo dizer o quão bom o Walter Salles é pro cinema nacional. Sempre acabo lendo comentários bem chulos de cineastas independentes que odeiam o Walter Salles, por parte porque é milionário, e por parte pelo seu trabalho. Mas eu sei que toda a sua obra me satisfaz, e eu considero o seu trabalho de muito bom gosto. Comentário - Thiago: Pago pau pro Walter Salles. Acho o único cara realmente bom brasileiro. Inquestionável. O que me agrada nele, é que gostei de todos os filmes que vi, e todos foram melhores do que seus antecessores, numa clara indicação de que ele está refinando sua técnica, que já enche os olhos. Diários de Motocicleta é maravilhoso, em muitos sentidos. Acho que ele será cada vez melhor. Na expectativa por ¿On the Road¿. ![]()
2. Gael García Bernal
Ele é meu ator favorito. E como se isso não bastasse, ainda traz na bagagem os dois melhores filmes do Iñarritu (Amores Brutos e Babel), um do Cuarón (Y tú mamá también), um do Almodóvar (Má Educação) e uma cópia extra de Diários de Motocicleta prá quando a primeira já estiver riscada de tanto que eu vou assistir. Além disso tudo, levando o Bernal eu levaria The science of sleep, o filme que eu definitivamente mais esperei sair, mais vi o trailer, mais procurei vídeos no youtube e informações na internet e, graças à incompetência da distribuidora, ainda não foi lançado no Brasil. Já considero esse um dos meus filmes favoritos, mesmo sem ter visto nada além das cenas do trailer e uma do Bernal vestido de gato tocando bateria, e isso mostra a simpatia e confiança que deposito no ator. Basicamente, tudo o que ele fez até hoje eu gostei, ele têm melhorado muito à cada filme e agora começou a se aventurar como diretor (vai saber se não é uma boa aposta). Comentário - Jairo: O Bernal é um dos atores mais talentosos dessa onde mexicana que invadiu e está invadindo os cinemas mundiais. Ele é só sortudo de ter trabalhado com grandes diretores e grandes projetos. Agora, queria ver ele experimentar um pouco mais em algum outro filme fora de círculo de confiança dele. Se ele mandasse bem, já teria uma grande parcela de respeito da minha pessoa. Comentário - Thiago: O cara é bonito, talentoso, e jovem. Já me impressiona jovem, e me parece, ainda fará muito sucesso em Hollywood. Porque ele é um daqueles caras que confia no próprio taco. A ponto de, menor do que é hoje, fazer o melhor discurso político da entrega do Oscar no ano da guerra que gerou mais polêmica nos últimos anos. Ator grande fazendo gestinho de paz com o dedo, com medo de falar, e ele soltou o verbo, como era de se esperar de um estrangeiro que está pouco se fodendo com a diplomacia numa situação como aquelas. Desde lá, gosto muito do cara. E acho ótimo ator. ![]()
3. Marc Forster
Nunca um filme me emocionou tanto quanto Em busca da Terra do Nunca. Não sabia muito o que esperar, mas definitivamente não pensei que fosse me emocionar tanto com a história da história de Peter Pan. Lembro que chorei copiosamente na cena em que o Jonny Depp vai até a Kate Winslet e diz "This is Neverland" e, quando começava a me recompor do choro, veio a cena final, no parque, e foi aí que eu chorei mais ainda, durante boa parte dos créditos finais. Até hoje me emociono demais com o filme, e cada vez que vejo alguma dessas cenas fico todo arrepiado e com o mesmo nó na garganta da primeira vez, mesmo já sabendo todas as falas de cor. Quando vi o trailer de Mais Estranho que a Ficção fiquei com a impressão de que das duas uma: ou o filme era mediano e se arrastava na tela, ou era brilhante e fazia jus à idéia do roteiro. Felizmente, saí da vazia sala do cinema (eram apenas 4 pessoas) com a certeza de que a segunda opção havia prevalecido, e totalmente renovado pelas belíssimas palavras que havia acabado de ouvir. Não chorei no cinema por muito pouco, mas devo adimitir que este filme, apesar de não me arrancar lágrimas, me emocionou ainda mais do que Em busca da Terra do Nunca. Passei semanas discutindo com pessoas que haviam ou não visto o filme, tentando provar e argumentar o quanto ele era bom, mas no momento em que meu irmão me disse que era o mesmo diretor que havia me feito chorar alguns meses antes, tudo ficou mais claro prá mim. Tem certas músicas, certos atores, certos autores, enfim, pessoas que mexem demais com a gente. Acho que isso é muito particular e pessoal mesmo, não tem explicação. E se existe um diretor que fala diretamente comigo, esse diretor é o Marc Forster. Não sei absolutamente nada sobre sua vida, seu passado, formação e etc, mas sei que não viveria sem esses dois filmes e que confio, de olhos fechados, em tudo o que ele vier a fazer daqui em diante. Meu irmão leu O caçador de pipas, seu próximo trabalho, e disse que será o melhor dos 3. Já pensou? Comentário - Jairo: Dos filmes do Marc Foster, eu não assisti aquele Monster¿s Ball. Terra do Nunca não me impressiona muito, não sei ao certo o porquê. Na época, eu comentei com o Thiago que o problema estava no andamento. A Passagem é interessante, porém falho. Agora, Mais Estranho Que Ficção não é o melhor deste ano, porém, provavelmente um dos mais interessantes. Comentário - Thiago: Não gosto muito do diretor. Porque do pouco que conheço de seus trabalhos, de ¿Em Busca da Terra do Nunca¿, o que menos gosto é da direção. Tudo bem que ele está no começo de carreira, mas não gosto de seu ritmo. Agora, a coisa aqui é pessoal, esse tipo de sentimento é único, é como o Russell Crowe dirigido pelo Ron Howard pra mim; Nunca pensei que choraria lendo um livro. E chorei em ¿O Caçador de pipas¿, que é uma obra prima, por todas as coisas que ele abrange. É uma pérola, e foi uma surpresa. O filme dificilmente será tão bom quanto o livro, porque há certas coisas que não imagino como eles irão passar, e acho que vão ignorar, como normalmente fazem nessas adaptações. Mas se o filme chegar a ser um terço do que é o livro, a choradeira aqui e casa vai ser brava. ![]()
4. Matt Damon
Ele quase ficou de fora. Quase. Prá começar, ele é o Bourne, o agente mais foda de todos os tempos. Prá mim ele dá um pau no 007 e no Ethan Hunt juntos. Os dois primeiros episódios da trilogia são muito bons, e eu mal vejo a hora de ir até o cinema assistir o terceiro. Em segundo lugar, ele traz consigo Gênio Indomável. E se não bastasse a atuação brilhante, ele escreveu o roteiro junto com o Ben Afleck por que "foi a única maneira de conseguir um papel importante em um filme legal". Aí cara faz isso e me ganha um Oscar de melhor roteiro original. Só pode ser brincadeira. Terceiro que ele é muito bom ator, muito mesmo, e provavelmente vai ser um dos mais importantes de sua geração, um daqueles que meu filho vai ver atuando em alguns filmes, já bem velho, e não vai entender por que eu vou ficar tão animado de vê-lo na tela e dizer "Nossa, olha o Matt Damon". E quarto, se é que ele precisava de mais alguma coisa, ele traz prá ilha Syriana e, portanto, a Amanda Peet. Valeu, Matt! Comentário - Jairo: Eu gosto do Matt Damon, porém nem todas as horas. Ele é um bom ator, mas pra ser bem sincero, não é como Bourne que eu vi suas melhores perfomances. Temos a essencial em Gênio Indomável, porém também, temos o fraco Irmãos Grimm do Terry Gilliam, onde o Matt está incrivelmente sarcástico, filho da puta e ácido. E é claro o seu trabalho em Syriana. Falta assistir O Bom Pastor, que dizem conter uma puta briga antológica. Comentário - Thiago: O Matt Damon é talentoso, e importante, com um currículo que já impressiona. É um cara concorridíssimo em Hollywood. Do dia que ele começou no cinema, já com um Oscar de roteiro, de um dos meus filmes favoritos, o brilhante ¿Gênio Indomável¿, ele estava predestinado a ser um sucesso. E ele vai longe. Acho que ele será num dado momento uma espécie de George Clooney, só que muito talentoso. Um dia, minha mulher, com 50 anos, vai achar ele um Deus. Minha filha, de 20, vai achar ele maravilhoso. E eu, com 54, vou olhar pra ele e dizer: ¿Esse é o cara¿. ![]()
5. Tom Cruise
A quinta vaga foi um problema prá mim. Lendo os textos anteriores, fica bem claro que nenhum dos 4 poderia ficar de fora, cada um por seus motivos, certo? E como dizer para o Tom Cruise, o Roberto Benigni, o Zach Braff e a lindíssima Jennifer Anniston que só restava uma vaga para os quatro? Muito Difícil. Basicamente, o Zach Braff é um ator / diretor que eu aposto muito, mas ainda não se provou. A Vida é Bela é sensacional, seria difícil viver sem, mas é um filme só, contribui pouco em quantidade na minha dvdteca da ilha. A Jennifer Anniston é a mulher mais linda do mundo, mas, infelizmente, apesar de trabalhar bem e melhorar com o passar do tempo, ainda não têm grandes filmes no cúrriculo. E o Tom cruise, em compensação, já se provou (e muito) e tem um lista enorme de bons filmes, cuja maioria me agrada muito. Ele é o ator que mais marca presença aqui em casa, e o único que tem uma seção especial na prateleria (todos ficam arrumados juntos, lado a lado). Jerry Maguire, Vanilla Sky, Minority Report, Colateral, Missão Impossível 3, todos filmes que eu gosto muito. E, se a extensa filmografia e as belas mulheres que ele traz consigo não fossem suficientes, eu ainda descobri que ele é produtor de Elizabethtown, um filme que qualquer um gostaria de ter prá assistir vez ou outra. Enfim, por essas e outras, ele merece sim um lugarzinho na ilha (e dá-lhe Penelope Cruz, Cameron Diaz, Michelle Monaghan, Beyoncé, Nicole Kidman, Renée Zellweger, Kirsten Dunst, Demi Moore, Meg Ryan e tantas outras..). Comentário - Jairo: Como comentado pelo Luiz Carlos Merten, Tom Cruise foi um dos astros hollywoodianos mais interessantes dos últimos tempos. Bonito, talentoso até certo ponto, participou de grande sucessos do cinema, marcando época como Paul Newman, Steve McQueen e Robert Redford fizeram antes. Mas diferente dos seus antecessores, Cruise sempre deu espaço para seus coadjuvantes brilharem, e vimos isto em casos como Rainman e Jerry Maguire. A única ressalva com ele ultimamente é a de sua missão como representante da Cientologia no mundo. Enfim, cada um mija na sua poçinha. Comentário - Thiago: As pessoas transformam a coisa toda do estrelismo, do fato do cara ser lindo, em preconceito, deixando de lado seu talento. É normal. Acontece com o Brad Pitt, aconteceu por um tempo com o Di Caprio. E acontece com o Tom Cruise. Mas é inegável o currículo que ele tem. Desde bem novinho com grandes filmes, de grandes diretores, e com indicações a premiações. Tudo bem que ele anda chato pra burro, mas se mantiver nessa toada, terá uma grande filmografia daqui a alguns anos. Levarei 3 filmes dele pra ilha (Minority Report, Nascido em 4 de julho, e Guerra dos mundos). E gostaria de levar mais alguns, como A Firma, e Collateral. Até Rain Man, que nunca vi, mas pretendo ver. Mas dá dó deixar "A Vida é Bela" de fora. ![]()
Comentários Finais: Convido todos a mais uma vez pensar em suas listas, e até o próximo dia 15! Comments: Bem vindos! O texto a seguir é parte do Projeto Blogstorm. (Se você não sabe o que é o Projeto Blogstorm, clique aqui). Desafio do mês: Imagine morar numa ilha deserta. Prá sempre. E imagine que você só pode levar a discografia de 5 bandas ou artistas com você, e, portanto, só poderá ouvir tudo o que eles produziram ou produzirão, pelo resto de sua vida. Quem levar? Como escolher? Mais do que gostar, esta é uma escolha que envolve confiança; a discografia deles é grande? É consistente? Eles têm futuro? Tudo que eles fizeram te agradou, e você confia que vai gostar de tudo o que será feito de aqui em diante? Não basta um grande disco, não basta uma carreira longa. Eles devem acompanhá-lo em todas as fases de sua vida. É mais difícil do que parece. Death Cab For Cutie
Sei que infelizmente pouca gente conhece a banda, mas prá quem me conhece pelo menos um pouco ou lia este blog há algum tempo atrás sabe não é surpresa nenhuma que ela esteja nesta lista. Definitivamente foi a coisa que eu mais ouvi nos últimos anos, e certamente o será por muito tempo. 3 motivos principais 1. No dia em que eu instalei o meu aparelho de som no carro, resolvi testá-lo com algum CD de arquivos em mp3 para ver como funcionava, e o primeiro cd que me ocorreu foi um com toda a discografia do Death Cab. Gravei, coloquei no som e, acreditem se quiser, eu nunca mais levei CD algum para o carro. A discografia da banda têm sido minha trilha sonora por todo esse tempo, e eu nunca senti falta alguma de outro CD. 2. Esse comentário é do meu irmão, mas vale a pena repetí-lo: todos os discos da banda, todos, sem exceção, tem pelo menos um música brilhante. É isso mesmo. Até nos singles (alguns de apenas 3 músicas!) não faltam músicas boas. Isso só faz com que a enorme discografia (já são cerca de 9 produções) seja extremamente confiável, e garante a qualidade dos discos futuros. 3. Morar numa ilha deve ser chato (a não ser que seja a ilha de Lost). E, certamente, você passaria horas e horas sem fazer nada. E o que pode ser melhor do que ler um livro nessas horas, certo? Pois então.. Como as regras não especificam nada sobre livros, levar a discografia do DCFC é basicamente o mesmo que levar um biblioteca inteira. A maneira como o vocalista e compositor Ben Gibbard escreve as letras, descrevendo lugares, narrando os acontecimentos e inserindo o ouvinte no universo em questão da música (aposto que meu irmão vai falar sobre isso com muito mais propriedade no texto dele) é fantástica, e uma experiência única. Você basicamente deve apenas fechar os olhos e viajar por horas nas histórias que eles contam. Comentário - Jairo: Como comentei no blog do Thiago, Death Cab é uma banda que só tende a crescer na minha lista e preferência pessoal. Comentário - Thiago: 1) O Death Cab for cutie é a única banda da qual eu levo a discografia completa no meu carro, sendo que eu só tenho vinte e poucos CDs lá no porta-luvas. 2) Não só todos os discos têm alguma canção brilhante, mas exceto o primeiro disco, que é razoável, todos os outros são excelentes, e isso é impressionante. 3) Bem que os caras de Lost gostariam que a ilha fosse monótona... É isso, o que me impressiona no Ben Gibbard é a capacidade de criar um universo detalhado, e te inserir nele, como se fosse um livro. Não expliquei neste texto, porque já tinha falado sobre isso antes. Basta acessar os links logo abaixo do meu texto lá na toca.
Los Hermanos
Outra banda que, certamente, quem me conhece sabe que estaria aqui. Acompanho o trabalho dos caras há muito tempo, e seria muito injusto não incluí-los na lista. 3 motivos principais 1. Foi por causa deles que eu quis ter uma banda. Todo mundo que já tocou alguma coisa na vida certamente deve seu interesse a algum artista famoso que o motivou a começar. Mas, mais do que isso, quem já tocou sabe que existe uma diferença enorme entre tocar um instrumento, sozinho, em casa, e tocar em uma banda, em um palco, para uma platéia. E o meu grande incentivo foi justamente o Los Hermanos. Foi ouvindo Anna Julia, em 1999, quando eu tive um estalo e pensei "Nossa, eu queria ser igual a eles. Queria compor um música dessas prá minha Anna Julia. Queria subir no palco e tocar uma música que mexesse tanto com alguém como essa mexe comigo". E isso tem de valer alguma coisa na hora de montar a minha lista. 2. Foi por causa deles que eu me interessei pela minha profissão. E não, não foi nenhum videoclipe ou projeto gráfico de algum disco deles que me influenciou. O que aconteceu foi o seguinte: eu decidi fazer um vídeo para um trabalho, e não possuía nenhum conhecimento teórico ou técnico para tanto. Passei 2 semanas fuçando em um software de edição, e o resultado seria um trabalho comum, não fosse pelas músicas que eu utilizei. Ao longo do vídeo usei apenas faixas do então recém-lançado "Ventura", e o final ficou a cargo da brilhante "Sentimental", minha favorita da banda, que foi a principal responsável pela emoção e choro de algumas das pessoas que viram o filme. E foi aí, a partir dos elogios e reconhecimento dos espectadores, que eu acreditei que poderia fazer alguma coisa nessa área. E isso também tem de valer alguma coisa na hora de montar a minha lista. 3. Foi por causa deles que eu descobri o que é ser fã de uma banda. Por que assim como é diferente "tocar um instrumento" e "tocar em uma banda", todo mundo sabe a diferença entre gostar de uma banda e ser fanático por ela. Ir em todos os shows da turnê, não importa quantos forem. Aguardar por meses o novo disco sair, imaginar todos os dias como ele será, imaginar o tom, as músicas e etc. (Lembro até hoje do dia em foi divulgado o nome das músicas do "4", e nós passamos um tempão pensando se tinha algum tipo de história ou conexão entre elas e etc..). Assistir tudo o que for relacionado a banda, ler tudo o que for publicado na mídia. Ir ao show e cantar simplesmente todas as músicas, do começo ao fim, e mesmo depois de um show de 25 músicas, voltar no carro reclamando que eles não tocaram mais pelo menos umas 20 que você jura ser "suas favoritas". Desistir de defender a banda em discussões com pessoas que não gostam, simplesmente por saber que essa pessoa nunca vai entender do que você está falando. Usar a camiseta da banda com orgulho, sentir-se amigo de seus integrantes e simplesmente arrepiar-se a cada vez que ouve alguns versos de suas músicas: nada disso tem comparação, e eu acredito que cada pessoa só consiga uma relação dessas com uma banda. E a minha, definitivamente, é o Los Hemanos. Comentário - Jairo: Essas nossas listas mostram como temos um teor pessoal com as nossas respectivas bandas ou artistas. Da mesma forma que o Floyd me influenciou na escolha da minha profissão, eu acho que tenho algo pessoal assim com o Gomez. Apesar de nunca ter ido num show ao vivo deles. Comentário - Thiago: 1) Só quem já tocou numa banda sabe o que é tocar numa banda. E a banda que te dá vontade de ter uma banda é especial. 2) As canções do Los Hermanos quase que pedem imagem, até pela formação dos próprios músicos. As canções não se limitam a ser só canções, são mais complexas do que isso. E eu também coloquei na minha lista a banda que me fez escolher minha profissão... 3) Aqui eu sou suspeito pra falar, porque dividi este fanatismo desde o começo. Sempre estive ao seu lado, em todos os momentos citados neste texto.
John Mayer
"Mas ele é tão novo", "Mas ele só tem 4 CD's", "Mas os discos dele foram piorando com o tempo". Não me importa. Ele é o John Mayer, e nada disso me fez mudar de idéia. 3 motivos principais 1. Lembro até hoje de como foi ouvir "No such thing" pela primeira vez. Não entendia direito o que era aquilo, nunca havia visto alguém tocar violão daquele jeito. Harmonia fantástica, letra e melodia ótimas, música simplesmente sensacional. Acho que em coisa de 3 ou 4 dias ouvi a música mais de 100 vezes. Tudo o que eu ouvia dele me agradava, mas encontrava muito pouca coisa a seu respeito, principalmente no Brasil. Por sorte, fui para os EUA no ano em que ele surgiu, e pude acompanhar um pouco do seu surgimento. Não entendia como um cara tão novo podia fazer músicas tão boas. Me disseram que era por que ele estudou na Berkley, "a melhor faculdade de música do mundo". Mas só isso não era suficiente. A essa altura eu já conhecia "Your body is a wonderland", "Back to you", "3X5", "Love song for no one". Todas eram boas, uma melhor que a outra. Se eu tivesse que escolher 5 discos prá levar prá ilha, esse seria um deles com certeza. E como são 5 artistas, não exito nem um pouco de levar o John Mayer, só de saber que assim eu posso ouvir o Room for Squares a hora que eu quiser. 2. As letras que ele escreve parecem ter sido escritas por mim. Não que isso seja uma pretensão minha do tipo "eu escreveria as letras tão bem quanto ele", mas ele diz coisas que passam pela minha cabeça todos os dias. É impressionante o quanto eu me identifico com tudo o que ele diz, a respeito dos mais variados assuntos. Além disso, adoro a maneira que ele escreve, transformando coisas simples do dia a dia em poesia. "I played a quick game of chess with the salt and pepper shakers", por exemplo, eu acho sensacional. Me impressiona também a honestidade dele, como em "Don't know how else to say it, don't want too see my parents go", que comprova que ele já chegou em um ponto da carreira onde não precisa fingir mais nada, pode simplesmente ser ele mesmo, e sabe que vai agradar muita gente (eu, inclusive). 3. Concordo que ele nunca mais foi o mesmo desde o Room for Squares. Mas em todos os discos que o seguiram, veio pelo menos uma música tão boa, mas tão boa, que valeu todo o CD. É o caso de "Wheel" no Heavier Things, e de "Stop this train", no recém-lançado Continuum. E não é que essas sejam boas, é que elas são muito boas, e realmente garantem o disco inteiro. Além disso, acho que ele tem amadurecido muito como guitarrista, e, por último, vai que aparece alguma mulher lá na ilha? Até hoje não vi nada que funcionasse tão bem quanto as músicas do John. Comentário - Jairo: Conheci o John Mayer há muito tempo atrás. Tinha um show dele passando no Directv, e pelo que parecia, acho que era a gravadora tentando promovê-lo no mercado brasileiro. O cara só tocava umas ¿baladas¿ no violão, mas era bom pra caralho. Não dei muita atenção na época, e nem em muito do que ele fez depois, mas atualmente, o cara virou um monstro, tocando com o John Scofield e o Clapton, aí ele já chutou o balde. Está cada vez melhor. Comentário - Thiago: 1) Eu me lembro da primeira vez que eu ouvi No Such Thing. Eu imaginei um tiozinho de uns 50 anos de terninho branco, e um chapeuzinho daqueles redondos que o pessoal usa em cuba. E decidi pagar pau secretamente pro cara. E eu sei exatamente o que é gostar tanto de um disco que ele só basta pra colocar o cara aqui na lista. 2) Sei exatamente o que é esse negócio do cara escrever canções que parecem que podiam ser escritas por você. No meu caso, é o Marcelo Camelo. 3) É, vai que a ilha não é mesmo deserta. Tem que pensar na mulherada...
Tom Jobim
A um certo momento, cogitei deixá-lo de fora. Não sei como, mas cogitei. Seria um erro e tanto. 3 motivos principais 1. Ele foi o músico mais importante que o Brasil já teve. Inventou a Bossa Nova, principal produto de exportação musical que já tivemos, gravou com gente do mundo todo e foi aclamado e reconhecido por todos os lugares que passou. Felizmente, foi bastante reconhecido também aqui no Brasil, e é praticamente unanimidade nas rodas de conversa sobre música. Mesmo quem conhece pouco de sua obra o respeita muito, e eu nunca vi ninguém criticá-lo ou dizer que não gosta de seus trabalhos. Unanimidade assim tem que ser respeitada. 2. Na minha opinião, ele foi responsável pela música mais triste (Chora Coração), mais apaixonada (Este seu olhar) e mais conhecida (Garota de Ipanema, que é a 5a música mais executada no mundo, atrás de outras 4 do Beatles), a melhor harmonia (Wave) e a melhor letra (Pela Luz dos Olhos Teus) de todas as músicas já feitas no Brasil. Sem contar músicas como "Falando de Amor" e "Fotografia", presença garantida nas minhas listas de "músicas favoritas". E eu, definitivamente, não conseguiria viver sem ouvir todas essas músicas por tanto tempo. 3. Passo meses e meses sem ouvir sua obra. Chego a me perguntar "porque será que tenho tantos CD's dele aqui em casa?". É fácil responder. Sempre que ponho alguns dos discos prá tocar algo de diferente acontece. Não sei explicar, acho que poucos poderiam entender. Mas quando ouço Tom Jobim me sinto muito bem. Como se cada uma das músicas fosse a melhor que eu já ouvi. Como se as letras dissesem tudo que precisa ser dito, como se as harmonias fossem a trilha sonora perfeita para o momento em questão. Não sei se consigo absover toda a genialidade dele tão facilmente ou se é simplesmente sorte, mas ouvir Tom Jobim é uma das melhores coisas que eu posso fazer, e eu definitivamente pretendo fazê-lo pelo resto de minha vida. Comentário - Jairo: É, o cara é fenomenal. É fácil compreender a magnitude da música do Jobim. Faz falta... Comentário - Thiago: 1) Saravá! 2) Eu acho que aí foi o caso de um gênio se juntar com muitas pessoas especiais. O resultado foi uma obra avassaladora. 3) É exatamente o caso da Legião Urbana pra mim. Acho que tem algo a ver com revisitar momentos do seu próprio passado. Ouvir essas canções te leva a algum lugar no subconsciente onde você se sente bem. Comigo é exatamente igual.
Beatles
Certamente, a escolha que mais causa espanto à todos que me conhecem, e aos que não me conhecem também. Mas eu explico: 3 motivos principais 1. A discografia deles é enorme. Foram anos e anos lançando discos e mais discos, cada um mais elogiado que o outro. E se eu vou ficar prá sempre nessa ilha, seria legal contar com um grande leque de opções. 2. Eles são a banda que mais conseguiu discos na lista de mais vendidos. E são a banda que mais conseguiu músicas nas listas de mais tocadas. Foi uma carreira inteira lançando clássicos atrás de clássicos, nos mais variados estilos, que fizeram deles a maior banda do mundo. 3. Como diria o personagem de Tom Hanks em "O Náufrago" (na ocasião, se referindo ao Elvis Presley), "Centenas de milhões de pessoas não podem estar enganadas". A verdade é que hoje, sinceramente, Beatles não é uma banda que mexe comigo. É claro que tudo o que eu ouvi até hoje me agradou, e eu não tenho dúvidas da qualidade de tudo o que por eles foi gravado. Mas sei que a qualquer momento isso vai mudar, e eu vou perceber o quanto pode ser prazeroso ouvir um de seus discos. Pode ser que leve anos, e que seja necessário amadurecer muito meus ouvidos e meu gosto. Mas tenho certeza que isso vai acontecer uma hora, e eu não quero correr o risco de ficar sem a discografia da banda ao meu alcance quando isso acontecer. Comentário - Jairo: Ele tem um ponto. O Beatles nunca foi uma banda que me tocou de verdade. Eu nunca tive aquele ¿estalo¿, aquele insight, aquele feeling com eles. Acho que ainda está para vir o dia em que isto vai ocorrer. Comentário - Thiago: Aqui vou comentar os 3 tópicos em um: este texto mostra o poder dos Beatles. A banda tem que ser muito especial pra que você a coloque na lista, mesmo que a banda ainda não te emocione profundamente, só pra esperar o momento em quem isso vai acontecer. Porque basta ouvir as canções pra ver que há algo de especial ali.
Comentários Finais: Chico Buarque, Djavan e Jorge Drexler (surpreendentemente) foram os três que passaram mais perto de uma chance na minha ilha. Os dois primeiros não entraram pois, apesar de sua enorme qualidade, não mexem tanto comigo. O terceiro, pelo contrário, merece sim um lugar, mas o conheço muito pouco e há relativamente muito pouco tempo. Mas, se tivesse de apostar, diria que em uma nova lista semelhante a essa, porém escrita a 10 ou 15 anos daqui, ele teria seu lugar garantido. Convido todos a pensar em suas listas, e até o próximo dia 15! Comments:
Bem vindos!
O texto a seguir é parte do Projeto Blogstorm. (Se você não sabe o que é o Projeto Blogstorm, clique aqui). Os 5 melhores filmes e minha maior decepção no cinema em 2006. 5º : Missão Impossível 3
Como sempre, demorei muito para ir ao cinema assistir o filme. Bem mais do que eu planejava, aliás. E essa minha demora foi tempo suficiente para que todo mundo o visse, e fizessem comentários do tipo "nossa, é muito bom..", "é bem melhor que os outros.." ou "você nem imagina o que acontece no final!" (claro que não, nem o começo eu sei como é!). E se tem uma coisa que eu não gosto, é assistir algum filme depois de ouvir comentários desse tipo. Elizabethtown, por exemplo, tinha tudo para ser um dos filmes que mais me agradariam no cinema, não fosse pelas críticas extramente positivas que eu recebi. Fui esperando um grande filme, e me deparei com uma bela história que certamente me surpreenderia, não fosse essa expectativa exagerada que eu criei. Voltando ao M:I - III, fui ao cinema com a certeza de que veria um espetáculo de efeitos especiais, explosões, carros e mulheres lindas, e me deparei exatamente com isso. Porém, dessa vez, não era só isso. Trazer a lacuna de tempo entre a produção do segundo e do terceiro capítulo da série para o filme foi muito inteligente, e mostrar um Ethan Hunt já aposentado e afastado do campo trouxe uma realidade interessante para o filme. Conhecer seu personagem como um "ser humano comum", vivendo com sua noiva (a lindíssima Michelle Monaghan, que também aparece em Supremacia Bourne) em sua bela casa, e não apenas como o mortal agente dos outros filmes, aproxima o espectador do personagem, e cria uma cumplicidade e uma torcida para que tudo acabe bem mesmo para quem já tinha ouvido que o Tom Cruise morria e ressucitava no fim (sim, eu fiquei sabendo disso antes de ver o filme). E, além disso, se eu sempre digo que o personagem do Tom Cruise em Colateral é o matador mais frio que eu já vi, o personagem de Philip Seymour Hoffman neste filme certamente não fica nada atrás no quesito frieza, e mais ainda no quesito maldade e crueldade. Além disso, as cenas que põe os dois frente a frente (primeiro no avião, e depois na emblemática negociação que abre o filme e mais tarde é o ápice da produção) são fantásticas, e Tom Cruise surpreende por sua atuação, mesmo colocado frente a frente com o ganhador do Oscar passado. E os outros dois aí podem falar o que quiserem, mas eu me diverti como nunca vendo esse filme, e ele merece estar na minha lista sim! Comentário - Jairo: M:I - III é certamente um dos melhores filmes da série Missão: Impossível com Tom Cruise. Melhor que o segundo, pelo menos. E certamente é um dos melhores filmes de ação do ano passado, perdendo o posto pro novo 007. A humanização do personagem Ethan Hunt foi louvável, além da brincadeira dos roteiristas com o McGuffin, que eu pessoalmente achei uma ótima idéia. Comentário - Thiago: Ainda bem que você frisou que a gente pode falar o que quiser, porque aqui no Afeganistão tem que tomar cuidado mesmo com o que a gente fala. Lógico que o filme diverte, é seu único intuito, ele não tenta ser nada além do que isso. Gostei do filme, nada tenho contra ele. Mas vendo sua lista, e os que ficaram de fora, me parece que ele entrou mais pela falta de outros, do que por méritos próprios.
4º : Três Enterros de Melquiades Estrada
Confesso que vi esse filme praticamente por um acidente. Fui até o shopping com o plano inicial de assistir "Armações do Amor" ou "Terapia do Amor" (nunca sei qual é qual), e, para minha sorte (e azar de todos os que estavam comigo), não havia tantos lugares juntos na sala para assistirmos este filme. Para não perder a viagem, decidimos assistir qualquer outro que estivesse em cartaz, e as duas únicas opções eram "Novo Mundo" - que o Jairo já havia me dito que eu não iria gostar - e Três Enterros - que meu irmão já havia comentado, por ser do mesmo roteirista de Amores Brutos e 21 gramas. Assistimos o filme numa sala vazia, com cerca de 10 pessoas, e lá pelos 20 minutos de filme já me perguntaram se "eu estava mesmo gostando" por que eles "estavam pensando em ir embora". Não gostar do filme eu até entendo, a trama é um pouco parada e gosto não se discute. Mas daí a rir e gargalhar na cena em que o Tommy Lee derruba o corpo de Melquiades sobre o seu e fica preso na cova que acabara de cavar, ou na cena em que ele tenta pentear os cabelos do amigo morto e eles saem em sua mão ou, pior ainda, confundir-se com a edição não-linear a ponto de dizer para que todo o cinema ouça "Ué, mas esse moço já não tinha morrido??", como a senhora que estava na minha frente, prá mim, é ignorância. Este tipo de filme fica pouquíssimo tempo em cartaz justamente por isso: o número de pessoas que o assiste é baixíssimo, e a chance deles gostarem é menor ainda. Tirando essa experiência um pouco traumática na sala, o filme é ótimo. O Arriaga se provou um grande roteirista mesmo quando longe do Iñarritu (ainda bem, já que existem rumores de que os dois brigaram), e o Tommy Lee foi muito bem em sua primeira experiência como diretor. As cenas externas no México e a tristeza do personagem do Tommy Lee são emocionantes, as críticas ao EUA feitas pelo Arriaga e as alfinetadas no povo mexicano feitas pelo diretor dão um tom crítico e até bem humorado neste trágico western (se é que eu sei o que é um western), e a cena do velhinho no meio do deserto é com certeza uma das coisas mais tristes que eu já vi no cinema. Se você gosta de bons filmes, vale a pena. Senão, assista "Sei lá o que de amor" mesmo, que vai te deixar mais contente. Comentário - Jairo: Não é um western puro. É uma eterna briga que veio agora com o debate de como rotular "O Segredo de Brokeback Mountain". Eu considero mais para um western revisado, ou moderno. Enfim, pura hipocrisia minha. Eu me arrependo muito de não ter assistido este filme no cinema, apesar de ter aproveitado muito a experiência em DVD. Comentário - Thiago: Moral da história. O cinema não serve só pra levar menininha. Existe também uma segunda modalidade onde você lê resenhas, analisa os filmes em cartaz, quem dirigiu, quem escreveu, quem são os atores. E daí você escolhe qual filme quer ver. Não vi o filme. Estou enrolando faz tempo. Mas o Guillermo Arriaga é o mais talentoso roteirista do momento (junto com o Paul Haggis). E isso quase garante a qualidade do filme por si só.
3º : Little Miss Sunshine
Eu sabia muito pouco deste filme quando entrei no cinema. Ouvi alguns elogios de críticos que o viram na mostra de Cinema de São Paulo ou do Rio, vi que ganhou e foi indicado a alguns prêmios e só. Ninguém que eu conheço havia assistido para me contar alguma coisa e nem o trailer eu havia assistido. Da história, eu sabia alguma coisa sobre uma van, um concurso de beleza e um road movie sobre uma família que atravessa um estado. Mas não sabia que existia muito mais do que isso. O filme é lindo. Muito engraçado, me fez rir como há muito não acontecia em uma sala de cinema. Trata-se de um humor inteligente, refinado, e não mais uma comédia "pastelão" como as muitas que vemos por aí. Emocionante, trata de um problemático relacionamento familiar que apresenta problemas mais comuns do que se possa imaginar. Um pai frustrado por sua carreira, um filho frustrado por seu prospecto de vida, um avô frustrado pelo eminente fim de seus dias, um cunhado frustrado pelo não reconhecimento de seus estudos e conquistas, uma mãe frustrada pela família que a rodeia e uma ingênua menininha que, diferente de todos os outros, mal pode aguentar e esconder a empolgação em participar de um concurso de beleza infantil. Por uma série de fatores, a família toda é obrigada a embarcar nessa viagem, correndo contra o tempo para que esta sexta integrante não se torne mais uma frustrada dentro da casa. Não conheço a equipe do filme, e não sei onde trabalharam os diretores, roteiristas, técnicos e outros envolvidos antes desse filme. Mas posso dizer que a produção me impressionou muito, por tratar-se de um filme irretocável dentro do que se propõe. É visível o quanto os planos foram estudados e ensaiados até que saíssem com perfeição. A alternância entre planos abertos e muitas vezes até longe da ação, levando o espectador para a posição de mero observador, mesclados com closes e planos que focam os personagens sempre de frente para a câmera, valorizando muito as atuações do elenco, e trazendo uma impressão de proximidade e intimidade com os personagens, traz o ritmo exato para o filme. O roteiro é muito bom e envolvente, e a história toda se passa como se fossem apenas 15 minutos de exibição. As atuações são todas muito boas, méritos para o casting, que encontrou o elenco perfeito, e a trilha também deve ser mencionada, pois apesar de contida, sem exageros, é extremamente eficaz dentro do filme, e contribui muito o ritmo que foi adotado. Além disso, uma das cenas finais é lindíssima, daquelas que você ri, ri, ri e, quando vê, está chorando, num misto de emoções que só um belíssimo filme como esse pode trazer. Realmente muito bom, vale a pena para qualquer tipo de intenção, espectador ou ocasião. Comentário - Jairo: O grande feito de "Pequena Miss Sunshine" é ser extremamente acessível, e de ótimo gosto, e além de deixar aquela sensação estranha, como posso dizer, aquela felicidade esquisita que vem depois de assistir o filme. Comentário - Thiago: Nada no cinema é mais cativante do que um filme que faça aflorar vários tipos diferentes de emoção. Isso prova que um filme pode ter dois lados, pode ser completo. Um filme que te faça rir e chorar em duas horas, relaxar e refletir, não tem preço. O cinema não precisa ser só entretenimento, e nem precisa ser chato pra dizer coisas importantes.
2º : Half Nelson
Minha ida ao cinema para assitir esse filme foi bem parecida com a de Little Miss Sunshine: não sabia muito sobre a produção, equipe, atores e história do filme, e tampouco tinha ouvido qualquer tipo de impressão ou crítica de amigos ou pessoas próximas. Porém, neste caso, apesar de não saber muito o que esperar, as expectativas sobre o filme eram imensas, pois o tempo que antecedeu nossa ida ao cinema e a relação que criamos com o filme foi muito intensa. Assisti o trailer por indicação do Jairo e gostei muito, principalmente pelas músicas que tocavam e pelas citações de grandes jornais e críticos americanos elogiando o filme (pela primeira vez elas me pareceram muito sinceras). Quando descobrimos que o filme estava na lista da Mostra, corremos para encontrar maneiras de conseguir os ingressos e, conforme o tempo passava, a vontade de chegar ao cinema só crescia. Chegamos ao ponto de assistir o trailer do filme mais de 10 vezes em um mesmo dia (sem exageros), decoramos as falas e músicas, procurávamos notícias e vídeos relacionados ao filme e aos atores em sites americanos e já citavamos frases do trailer em nossas conversas. E será que um filme independente, tão pouco comentado aqui no Brasil, conseguiria superar todas as nossas expectativas? E a resposta é, felizmente, sim. Meu irmão disse e eu repito que este é o filme mais "anti-clichê" que eu já vi. Tudo que você espera não acontece. "Ah, então o filme é sobre um professor branco em uma escola pública de um bairro negro e aborda o tema do preconceito?" Sim, mas de um jeito que você nunca viu. "Ah, mas então o filme é sobre as drogas, tanto na ótica do usuário quanto na do traficante e na de um ex-dependente?" Sim, mas de um jeito que você nunca viu. "Ah, mas então fala sobre volta por cima, e como duas pessoas que passam por situações semelhantes se apóiam e encontram, uma na outra, forças para encarar e superar seus problemas?" Sim, mas de um jeito que você nunca viu. "Ah, mas então o filme é sobre uma adolescente que quer virar adulta, uma mãe que não sabe como acompanhar essa mudança, um adulto que se depara com a hora de amadurecer e crescer, dois universos paralelos que se assemelham mais do que pode parecer..." Sim, sim, sim e sim, mas tudo de um jeito que você nunca viu. A escolha das músicas é extremamente acertada, as atuações (principalmente a do protagonista Ryan Gosling) são sensacionais, o roteiro é brilhante, a direção é coesa e empolgante (o diretor é muito novo e ainda pode render muito), e a impressão que o filme deixa no espectador é marcante. Já faz meses que vimos o filme, mas volta e meia ainda refletimos sobre coisas que vimos na tela, e temos certeza que demoraremos muito tempo para decifrar e entender tudo que acontece na história. Uma belíssima e surpreendente produção, que não espantará se conseguir arrancar uma ou outra indicação no Oscar desse ano. E quem sabe premiar Half Nelson em alguma categoria não seria a melhor maneira da Academia se redimir depois de considerar Crash o melhor filme de 2005? Comentário - Jairo: O mais notável é relembrar a epopéia que foi tentar alcançar a sala de cinema naquela segunda-feira. Eu lembro que por pouco pensei que ia perder o filme. Graças a Deus. Juro que estou pensando em ir nos EUA fazer lobby para o filme... Comentátio - Thiago: Se a gente não tivesse passado os últimos meses discutindo o filme, eu diria que você copiou meu texto. Mas o fato de que tenhamos passado meses discutindo personagens, lembrando cenas, fala por si só. São poucos filme que deixam uma marca como este. Crash é um filme sobre a intolerância das pessoas com relação a coisas das quais elas não têm coragem de enfrentar. Acaba sendo mais fácil fechar os olhos e fazer um comentário superficial sobre algo que não é direto a você, do que efetivamente enfrentar com todas as forças. Algo como comentar e não expor argumentos... Por isso ganhou o Oscar de melhor filme.
1º : Babel
Devia ser our concour. Se minha ida ao cinema para ver Half Nelson foi cercada de expectativas, o que dizer de Babel então? Há pelo menos uns 4 anos assisti Amores Perros e descobri que não é preciso estar em Holywood prá se fazer um grande filme. Há uns dois anos li a notícia de que o Iñarritu, o Arriaga, o Santaolalla, enfim, toda a turma do Amores Perros e do 21 Gramas, estavam juntos de novo, dessa vem com o Bernal, o Brad Pitt e a Cate Blanchet. Como se não fosse suficiente, a história ainda se passava em 4 países diferentes, em 4 línguas diferentes, e se chamava Babel. Quase caí da cadeira, e na hora tive a certeza de que seria um filmaço. Há uns 6 meses vi as primeiras fotos e clipes do filme, e um pouco depois disso saiu o trailer oficial. Prá ser bem sincero, me decepcionei com o trailer, mas as fotos e notícias me garantiam que eu não iria me decepcionar. Há mais ou menos dois meses eu entrava no cinema, durante a Mostra de Cinema, tentando me conter e assistir o filme friamente e sem expectativa. Até parece. Mais ou menos 2 horas e 20 minutos depois, com as luzes acesas, eu olhava perplexo e sem reação prá tela, tentando me recompor de o que eu havia acabado de ver. O filme é a prova da maturidade e o capítulo final da respeitável trilogia dos mexicanos: o roteiro é brilhante, a edição e montagem são angustiantes, a direção é extramamente humana, as atuações são exatas. Olhei pro lado, e vi que não era o único extasiado com o filme sentado naquela sala. E descobri, desde então, que era barbada Babel ganhar todos os Top 5 do ano, pelo menos na opinião destes 3 blogs. Até porque, os outros "espectadores" que olhavam fixamente para os créditos finais eram justamente os outros dois que escrevem aqui comigo. (Quando escrevi esse texto, os donos dos blogs que aqui escrevem ainda não tinham visto "Children of Men", o filme que definitivamente mais os impressionou e empolgou nos últimos tempos. Não vi o filme, peço desculpa e pretendo fazê-lo assim que possível. Entretanto, após ouvir seus comentários, sinto que minha aposta de que Babel seria o vencedor na opinião dos três foi por água abaixo.) Quanto ao filme, não resta muito o que dizer. Sou fã confesso dessa equipe, e Amores Brutos, 21 Gramas e, agora, Babel, não são citados por mim em minhas conversas toda hora à toa. Estes filmes me impressionam e agradam muito por diversos motivos, e a verdade é que nenhum deles é facilmente entendido em um primeiro contato. Na época, disse que não assistiria novamente no cinema quando fosse lançado no circuito nacional, e esperaria o lançamento em DVD para revê-lo. A verdade é que alguns meses se passaram, e eu já não vejo a hora de que o filme seja finalmente lançado para que eu possa apreciar e entender um pouco mais desta obra de arte do cinema contemporâneo. Não dizem que as grandes obras são entendidas e percebidas por camadas? Pois bem, a segunda camada já tem data para ser compreendida. 19 de janeiro, em todos os cinemas. Comentário - Jairo: Estou também nessa de rever o filme no dia 19 de Janeiro. É só eu me recuperar dessa bendita cirurgia que eu me jogo em uma sala de cinema. Comentário - Thiago: É meio complicado a gente comentar Babel. Porque é difícil medir até onde vai o comentário de fã clube. Mas a verdade é que, a qualidade do filme quase se confunde com a perplexidade com a qual olhava pros créditos finais do filme. Esse tipo de coisa só pode ser causado pela humanidade do que havia acabado de presenciar.
Decepção: Volver
Espero que ninguém me entenda mal, e pense que eu não gostei deste filme. Não só eu gostei, como ele provavelmente ocuparia o 6º lugar na minha lista. Porém, não posso deixar de dizer que foi uma decepção, pois esperava que ele estivesse pelo menos entre os 3 primeiros lugares depois da avalanche de boas críticas e recomendações que ele recebeu. Muitos diziam que Almodóvar havia se superado, que este era seu "filme para o público" definitivo, que seria a obra perfeita para agradar os que não gostavam do diretor que "entende e retrata tão bem as mulheres", ou que seria o filme perfeito para que alguém que não conhecesse a obra do espanhol começasse a fazê-lo. Fui ao cinema animado, e me deparei com um filme "sem sal", sem graça. Sem aquele algo mais que caracteriza os outros filmes do diretor. A atuação de Penelope Cruz é grandiosa, e o uso das cores é mais belo do que nunca. Porém, por outro lado, o filme não emociona, o roteiro me pareceu um pouco forçado e apressado no fim, e o final, que agradou muitos e realmente me demonstrou um potencial grandioso para ser um daquele finais arrebatadores, que deixam o espectador sem saber o que dizer quando começam a subir os créditos finais, não correspondeu como o esperado. Um bom filme, mas que tinha tudo para ser ótimo. Comentário - Jairo: Não fiquei decepcionado com "Volver". Até que gostei do tom do filme, diferente do clima pesado e post-noir do "Má Educação". A verdade é que, mesmo após assistir todo o filme, e realmente gostar de várias situações, personagens e reviravoltas, saí do cinema com uma sensação de estar feliz por ter escolhido um bom filme para noite, tendo pensado nele por algumas horas depois, e ter completamente esquecido dele depois. Comentário - Thiago: Eu não assisti Volver, não gosto do Almodóvar, ele é exagerado, e não chega a lugar nenhum. Pra mim ele é como um jogador que faz firula no meio campo, mas na hora de finalizar a jogada, ele perde a bola. Comments:
Comentários Finais:
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Não posso negar a minha vontade de colocar uma comédia romântica na minha lista. Fiz de tudo para encontrar alguma que justificasse sua inclusão, mas, pelo menos esse ano, não deu. "The Break Up" é muito engraçado, alterna muito bem as cenas de comédia e de tensão, tem diálogos muito reais e, principalmente, tem a Jennifer Anniston. Mesmo assim, não tem consistência o suficiente para tanto. "The Holiday" tem personagens bem estruturados, bons atores e atuações, cenas bonitas e tocantes. Porém, não tem o apelo e o humor necessários, e não flui com tanta naturalidade. É uma pena, mas quem sabe ano que vem não seja diferente, e apareça algum "Closer" ou "Como se fosse a primeira vez" na minha lista? ("The science of sleep" e "Last Kiss" são grandes apostas desde já). No geral, considero que vi muito poucos filmes este ano, mas não acho que a lista tenha sido tão comprometida por essa escassez. Os outros filmes que eu vi, além dos 8 citados acima são: "Dizem por aí", "Harry Potter and the Goblet of Fire", "Armações do Amor" e "Vida Secreta das Palavras". E que venha 2007. Comments: |